Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007
Antes de mais nada, queria pedir desculpa às [poucas] pessoas que visitam este blog, por uma ausência tão prolongada. A verdade é que estive ocupada em escrever umas coisas específicas (como alguns de vocês sabem) e negligenciei um pouco o blog.
Outra verdade é que não tenho sentido vontade nem inspiração para escrever, e não gosto muito de encher o blog com textos de outros ou com coisas que escrevi sem vontade.
O texto de hoje é muito fraco, mas apeteceu-me, portanto fica aqui. Para pelo menos terem algo para criticar nos próximos tempos.
Espero conseguir redimir-me.
Um abraço.
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Era uma vez uma menina.
Uma menina estranha, diferente, que gostava de o ser.
Uma menina pequenina que fazia asneiras sem querer.
Uma menina que achava injustos os seus castigos, porque tudo o que tinha feito era bonito, mesmo que tivesse implicado destruir algo antes.
Uma menina que lia histórias tontas e sorria muito, pensando que um dia a sua história também pudesse ser escrita assim.
Uma menina que trauteava canções tolas, que cantava a plenos pulmões a "Cinderela" fechada no seu quarto de princesa.
Uma menina que acreditava nesses amores platónicos, feitos de olhares e partilha.
Uma menina que gostava de dançar à chuva e calcar poças de água.
Uma menina que acreditava que as meninas não choravam.
Uma menina que sonhava que um dia ia ser feliz.
É uma vez uma mulher.
Uma mulher que está farta da diferença, só quer a uniformidade e sentir-se normal.
Uma mulher quase adulta que continua a magoar os outros acidentalmente.
Uma mulher que não compreende a frieza, porque sempre se esforça por amar, proteger e sacrificar-se por todos os que a rodeiam.
Uma mulher que lê livros sombrios, realistas, e olha de lado e com ironia os contos de fadas, sabendo as mentiras que eles mostram.
Uma mulher que ouve músicas melancólicas, que murmura inaudivelmente letras tristes na sua prisão domiciliária.
Uma mulher que perdeu a fé no amor, na amizade, na solidariedade.
Uma mulher que odeia os dias cinzentos, porque esqueceu a magia que eles encerravam.
Uma mulher que sabe que chora, mas não o faz para não se humilhar, porque é uma fraqueza.
Uma mulher que entende que a felicidade não existe.
Outra verdade é que não tenho sentido vontade nem inspiração para escrever, e não gosto muito de encher o blog com textos de outros ou com coisas que escrevi sem vontade.
O texto de hoje é muito fraco, mas apeteceu-me, portanto fica aqui. Para pelo menos terem algo para criticar nos próximos tempos.
Espero conseguir redimir-me.
Um abraço.
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Era uma vez uma menina.
Uma menina estranha, diferente, que gostava de o ser.
Uma menina pequenina que fazia asneiras sem querer.
Uma menina que achava injustos os seus castigos, porque tudo o que tinha feito era bonito, mesmo que tivesse implicado destruir algo antes.
Uma menina que lia histórias tontas e sorria muito, pensando que um dia a sua história também pudesse ser escrita assim.
Uma menina que trauteava canções tolas, que cantava a plenos pulmões a "Cinderela" fechada no seu quarto de princesa.
Uma menina que acreditava nesses amores platónicos, feitos de olhares e partilha.
Uma menina que gostava de dançar à chuva e calcar poças de água.
Uma menina que acreditava que as meninas não choravam.
Uma menina que sonhava que um dia ia ser feliz.
É uma vez uma mulher.
Uma mulher que está farta da diferença, só quer a uniformidade e sentir-se normal.
Uma mulher quase adulta que continua a magoar os outros acidentalmente.
Uma mulher que não compreende a frieza, porque sempre se esforça por amar, proteger e sacrificar-se por todos os que a rodeiam.
Uma mulher que lê livros sombrios, realistas, e olha de lado e com ironia os contos de fadas, sabendo as mentiras que eles mostram.
Uma mulher que ouve músicas melancólicas, que murmura inaudivelmente letras tristes na sua prisão domiciliária.
Uma mulher que perdeu a fé no amor, na amizade, na solidariedade.
Uma mulher que odeia os dias cinzentos, porque esqueceu a magia que eles encerravam.
Uma mulher que sabe que chora, mas não o faz para não se humilhar, porque é uma fraqueza.
Uma mulher que entende que a felicidade não existe.


