Moizita

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Agradecimentos

A todos aqueles que, apesar de tudo, me apoiam. A ti, porque és a única pessoa que sabe evitar as minhas paranóias e acreditas em mim o suficiente para me fazeres acreditar também um bocadinho. Ao teu colo, ao teu cheiro, a todos os nossos momentos. Amo-te.
A essas pessoas felizes que são a única razão pela qual me enfio num edifício feio e cinzento que parece um hospital psiquiátrico, 5 dias por semana. Aos jantares em que alguém come mais do que os outros todos juntos. Aos jogos de cartas em que acabamos sempre com dores de barriga de tanto rir. Às viagens, físicas e espirituais. Às conversas, aos ombros amigos. Aos abraços a que tento sempre fugir. às pessoa com quem brincava aos Playmobils, que ainda hoje se lembram das melhores formas de me fazerem sorrir. A todos os verdadeiros amigos. E aos outros de que por vezes me esqueço. a>

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Alma - Parte V
Terça-feira, Agosto 14, 2007

Será que te perdi de novo, como no primeiro dia?

Hoje acordei com o silêncio a martelar nos meus ouvidos insistentemente, como que para mostrar-me que algo estava errado.

Tacteei toda a casa, na minha cegueira matinal, perseguindo o teu cheiro ténue.

Perdera-te. Sabia-o no meu íntimo.

Fechei os olhos e deitei-me na cama, naquela posição em que geralmente se deitam os que dormem o derradeiro sono.

Esperei que a angústia viesse e me tornasse novamente prisioneiro daquilo que se tinha tornado o meu Éden.

Esperei que viesse acompanhada da solidão, que tantas vezes me tentara levar à loucura.

Esperei que trouxesse, por fim, o desespero, para que eu ficasse, enfim, prisioneiro de mim mesmo, este desperdício de matéria agora sem qualquer vontade de sobreviver.

A espera não me desesperou.

E a verdade é que nem a angústia, nem a solidão se dignaram a comparecer no baile melancólico que se festejava no meu espírito.

Decidi procurá-las nas ruas, precisava de me poder abandonar à mágoa da tua ausência.

Acabei encontrando-te a ti, minha Alma, quando resolvi embalar-me nas ondas pelágicas.

Estavas aninhada, com a cara no meio dos teus joelhos magros e pálidos. Ia perguntar-te se choravas quando vi a tua cara, manchada de dor, os olhos raiados de sangue, voltada para mim. Eras o retrato da melancolia, da raiva… abracei-te.

Senti o teu corpo de criança. Naquele momento, eras minha filha, o meu rebento, alguém que tinha nascido do meu ventre que, apesar de masculino, tinha a capacidade de gerar. Gostava de ter tido essa honra. A honra de conceber e parir a tua perfeição. Invejei a tua mãe insana, que te carregara e dera esse nome tão perfeito como só tu.

Carreguei-te nos braços, a tua fragilidade a tornar-te vulnerável em mim e a cada passo sentia que eras cada vez mais minha.

Sei que preciso de ti, agora que te encontras adormecida a meu lado. Dás-me conforto, enquanto vejo o luar que entra pela janela e se reflecte na tua pele marmórea. Tens um pequeno sorriso nos lábios, provavelmente sonhas com algo belo, algo que nunca conseguirei sequer imaginar.

Sei que te tenho. E nada mais quero.


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Comments for Alma - Parte V
Devias levar muito a sério a possibilidade de publicares o que escreves!

Dark kiss.